Taxas de frete em declínio nas principais rotas
Altos executivos de grandes empresas de transporte de carga destacaram uma queda drástica nas tarifas de frete, especialmente na China Central, onde um excesso de oferta de navios fez com que as tarifas despencassem para US$ 4.600 a US$ 4.800 esta semana. Em contraste, o Sul da China, impulsionado pela demanda do comércio eletrônico, conseguiu manter as tarifas em torno de US$ 6.000. As rotas europeias não foram poupadas, com tarifas caindo para entre US$ 6.500 e US$ 7.500. A tendência geral do mercado de frete é de caos e declínio contínuo.
A nova realidade do preço do frete
Especialistas do setor observam que o mercado de frete se tornou altamente flexível e responsivo a condições imediatas. O modelo tradicional de proporção de 1:4 entre preços de contratos de longo prazo e preços à vista foi abandonado, substituído por um método de precificação de 1:1. Essa mudança levou a uma queda significativa nos preços reais, à medida que as companhias de transporte ajustam as tarifas rapidamente em resposta à baixa demanda.
A entrega contínua de navios recém-construídos agravou a situação, reduzindo ainda mais as tarifas de mercado. Algumas transportadoras lançaram ofertas especiais para atrair volume de carga, mas a taxa de embarque permanece entre 80% e 90%. Embora a taxa de embarque seja comparável aos níveis pré-pandemia, as tarifas de frete atuais ainda são muito superiores ao preço de custo, quase o dobro em alguns casos. As companhias de navegação estão mantendo essas tarifas elevadas por meio de estratégias como regulamentação de espaço e aumentos contínuos de preços.
Impacto da greve ferroviária canadense
O mercado de frete enfrenta incertezas adicionais devido à greve sindical da Canadian Railway, iniciada em 22 de agosto. A paralisação preventiva da empresa ferroviária para evitar conflitos ainda não impactou significativamente as tarifas de frete, mas fontes do setor alertam que uma greve prolongada pode ter consequências graves. Se a greve durar mais de quatro dias, espera-se que afete significativamente as tarifas de frete.
O sistema ferroviário canadense é vital para o transporte de contêineres, especialmente no Porto de Vancouver, onde dois terços do volume de carga do porto dependem de ferrovias. O porto já indicou que qualquer greve terá um impacto “significativo” em suas operações, ressaltando o papel crucial do sistema ferroviário na cadeia logística do Canadá.
Respostas estratégicas de gigantes do transporte marítimo
Em resposta a esses desafios, as principais empresas de transporte marítimo implementaram uma série de medidas emergenciais para minimizar o potencial impacto sobre seus clientes. A Hapag-Lloyd, por exemplo, anunciou rapidamente acordos especiais para mercadorias importadas para a América do Norte. A empresa cobrará uma taxa de transbordo adicional de US$ 3.350 por conhecimento de embarque para contêineres com destino a portos canadenses, mas que necessitem de entrega terrestre nos EUA. A Hapag-Lloyd também aconselhou os clientes a explorar opções alternativas de transporte rodoviário dentro do Canadá para mitigar os riscos logísticos e sugeriu o uso de portos americanos como pontos de embarque para evitar atrasos.
Da mesma forma, a divisão de transporte marítimo da Delta Air Lines, a CMA CGM, emitiu um plano de resposta detalhado. Isso inclui a possibilidade de desviar navios com destino original a portos canadenses para portos americanos, a fim de reduzir atrasos. A empresa também impôs um embargo à carga intermodal em sua rede global, especialmente para mercadorias perigosas e contêineres com temperatura controlada, para garantir a segurança e a eficiência do transporte.
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